Constantino José Fernandes Junior
Nelson Akamine
Elias Knobel
O restabelecimento de um transporte de oxigênio ótimo para os tecidos, de forma a satisfazer as necessidades metabólicas globais e regionais, está diretamente ligado à melhor sobrevida do paciente grave.
A restauração do fluxo sanguíneo, mediante uma adequada reposição volêmica, é, portanto, uma modalidade terapêutica essencial e prioritária no manuseio das diversas patologias que cursam com hipovolemia (hemorragia, sepse, grandes queimados. poli-traumatizados e grandes cirurgias).
II. Escolha dos Líquidos
O líquido ideal seria aquele que pudesse proporcionar expansão rápida e duradoura do volume plasmático, otimizando as variáveis hemodinâmicas. transporte e consumo de oxigênio, normalizando os níveis de lactato e corrigindo a acidose intracelular, sem acarretar complicações em outros setores já eventualmente comprometidos no doente grave (pulmão, coração, sistema nervoso central e rins).
III. Controvérsias
Apesar de extensa literatura sobre o assunto. persiste grande controvérsia em relação ao tipo de líquido a ser empregado nas diversas situações comuns ao doente grave. Tal fato se deve a fatores como: diferenças nos modelos experimentais, presença de inúmeras variáveis envolvidas (idade, tipo de patologia, status cardiorrespiratória prévio) e, principalmente, os parâmetros empregados para avaliar os diversos efeitos dos inúmeros tipos de líquidos utilizados.
IV. Tipos de Líquidos
A. Soluções Cristaloides
1. Soluções Isotônicas
As soluções cristaloides isotônicas (230 a 300 mOsm/l) distribuem-se em todo o espaço extracelular, equivalendo a três vezes o volume intravascular. O volume plasmático pode ser adequadamente restaurado, após uma depleção aguda, com cristaloides isotônicos se o montante infundido for suficiente. Esse montante necessário para otimização das variáveis hemodinâmicas e/ou do transporte de oxigênio supera em muito aquele que seria necessário, caso o líquido utilizado fosse um coloide. São necessários, em média, quatro litros de soro fisiológico para manutenção da estabilidade Íis¡‹›I‹'›¡.~_¡r‹› |›.tm mêtnutcnção da csta|›||t‹Iade'hz~-
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do inttsrslicial (e‹ ¡tanta! ‹¬:›m esse tipo de reposição v0!‹`:~
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capiiar ao sítio cztular de utilização. determinando
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aumento no tran~.p‹›:t‹: de Oz. lá, em relação aos
puimões, o procússo du edzâma intersticial não é tão
claro, xisto que os mecanismos pulmonares de segu-
rança antiedema sao muito mais eficazes, sobretudo
no que diz respeito ao sistema Iinfatico.
Os cristaloides isotônicos produzem efeitos hemodinâmicos máximos (aumento da pressão arterial média, índice cardíaco, trabalho sistólico e volume plasmático) ao fim da infusão, não produzindo efeitos duradouros sobre o sistema cardiovascular.
Nelson Akamine
Elias Knobel
O restabelecimento de um transporte de oxigênio ótimo para os tecidos, de forma a satisfazer as necessidades metabólicas globais e regionais, está diretamente ligado à melhor sobrevida do paciente grave.
A restauração do fluxo sanguíneo, mediante uma adequada reposição volêmica, é, portanto, uma modalidade terapêutica essencial e prioritária no manuseio das diversas patologias que cursam com hipovolemia (hemorragia, sepse, grandes queimados. poli-traumatizados e grandes cirurgias).
II. Escolha dos Líquidos
O líquido ideal seria aquele que pudesse proporcionar expansão rápida e duradoura do volume plasmático, otimizando as variáveis hemodinâmicas. transporte e consumo de oxigênio, normalizando os níveis de lactato e corrigindo a acidose intracelular, sem acarretar complicações em outros setores já eventualmente comprometidos no doente grave (pulmão, coração, sistema nervoso central e rins).
III. Controvérsias
Apesar de extensa literatura sobre o assunto. persiste grande controvérsia em relação ao tipo de líquido a ser empregado nas diversas situações comuns ao doente grave. Tal fato se deve a fatores como: diferenças nos modelos experimentais, presença de inúmeras variáveis envolvidas (idade, tipo de patologia, status cardiorrespiratória prévio) e, principalmente, os parâmetros empregados para avaliar os diversos efeitos dos inúmeros tipos de líquidos utilizados.
IV. Tipos de Líquidos
A. Soluções Cristaloides
1. Soluções Isotônicas
As soluções cristaloides isotônicas (230 a 300 mOsm/l) distribuem-se em todo o espaço extracelular, equivalendo a três vezes o volume intravascular. O volume plasmático pode ser adequadamente restaurado, após uma depleção aguda, com cristaloides isotônicos se o montante infundido for suficiente. Esse montante necessário para otimização das variáveis hemodinâmicas e/ou do transporte de oxigênio supera em muito aquele que seria necessário, caso o líquido utilizado fosse um coloide. São necessários, em média, quatro litros de soro fisiológico para manutenção da estabilidade Íis¡‹›I‹'›¡.~_¡r‹› |›.tm mêtnutcnção da csta|›||t‹Iade'hz~-
mocIi:\.`1m¡ca por 2-8 horas em doentes tpnt choqtse
séptico ou htpovolén tim. O cresr. ente acúoitàlo de liqui-
do inttsrslicial (e‹ ¡tanta! ‹¬:›m esse tipo de reposição v0!‹`:~
mira aumenta .1 ‹I¡stân‹.¡a a ser percorrida pelo Oz do
capiiar ao sítio cztular de utilização. determinando
queda no consumo do Oz, a tiespeito de um possivel
aumento no tran~.p‹›:t‹: de Oz. lá, em relação aos
puimões, o procússo du edzâma intersticial não é tão
claro, xisto que os mecanismos pulmonares de segu-
rança antiedema sao muito mais eficazes, sobretudo
no que diz respeito ao sistema Iinfatico.
Os cristaloides isotônicos produzem efeitos hemodinâmicos máximos (aumento da pressão arterial média, índice cardíaco, trabalho sistólico e volume plasmático) ao fim da infusão, não produzindo efeitos duradouros sobre o sistema cardiovascular.